quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Arritmia

Arritmia

O ritmo do mundo
já não segue o meu curso
o tempo de um dia
para mim é muito curto

todos dizem que tenho que me adaptar
mas vou logo dizendo, não sou camaleão
sou um cara simples que batalha
que da duro pelo pão

entre os clichês da vida tenho o meu preferido
quero fazer alguém feliz e estar de bem comigo
os problemas me derrubam
quando cai a noite eu choro

no caminho tem um muro
no caminho tem um muro
e uma placa “siga em frente”

eu não quero ser esperto
mas também não sou otário
foi o que aprendi com a vida:
SE ENTRAR NO MEIO NÃO PARO

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Estranho né?

O que você está dizendo? Eu sou daqui sim!
Tentei fingir
Mas sempre me descobriam
e a infelicidade da estranhesa me tornava o estranho

- Pertenço a outro quebra-cabeça
Quando essa afirmação veio de minha boca não me senti infeliz
continuei estranho, mas não infeliz

De fato nunca achei o que pertenço
mas parei de procurar
agora só ando por aí dizendo:
- eu sou estranho!
e de tanto me estranharem
acharam minha estranheza normal
ou acharam normal me estranhar, sei lá!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O que fica

Passou mas não foi embora
De ti ficou uma lembrança, um sorriso e uma cantiga
Essa saudade é sinal do que deixou de mais valoroso: amor.

Deixou de viver mas não de existir
como uma história que não acabou ao fim do livro

coube a gente continuar
coube a gente sentir a dor e a alegria
e nunca esquecer das páginas já escritas.


Assim continuarei, com choro ou sorriso,
sobretudo perpetuando tua história até o fim da minha.


Palavras dedicadas a Michelle Moraes
em nome de todos os seus amigos.

Que estas palavras também sejam um ombro amigo
a Lena Garcia que recentemente perdeu um familiar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

um olhar sem vida..



Inspirado em Vanusa Babaçu e seus seguidores fotográficos, resolvi comprar minha máquina e registrar o espaço-tempo da vida. Esta é minha primeira modelo, me simpatisei com seu olhar tanto quanto triste que até parecia sem vida. :D

domingo, 14 de agosto de 2011

Indomável

Quando eu quis fazer eu fiz
quando não quis nada foi feito
porque de tudo posso
só não posso mandar no meu desejo

se eu quiser fazer o proibido
não há moral que me limite
se meu querer for tão bandido
meu orgulho será o feito

mas se eu quiser te machucar
se meu querer for tão maldito
me jogarei de uma ponte
meu orgulho terá morrido

meu bem nunca vou lhe ferir
meu bem não sei se vou sobreviver
maior do que tudo que eu quis
é esse amor que não desejei

Entrevista comigo mesmo.

Lucas Victor qual é o seu sonho?
- passar o dia deitado num sofá, assistindo sky e comendo misto quente com nescal. sem precisar trabalhar nem estudar.

Quem você escolheria pra ficar perdido contigo numa ilha deserta?
- a empregada.

Qual a primeira coisa que você faz quando acorda?
- tento dormir mais um pouco.

Você vai voltar a fazer academia?
- sim, claro! depois que curar a fadiga.

Por que você não toca Oceano do Djavan?
- basta as música enjoadas que eu já toco.. quer que eu toque mais uma?

Se estivesse prestes a morrer qual seria seu ultimo pedido?
- pediria pra ligar o ventilador, não consigo dormir no calor.

Você não tem medo da morte?
- tenho, espero passar a vida toda sem ver ela.

Céu ou inferno?
- céu lógico, tô doido por uma sky.

Último comentário
- eu gosto de me cheirar, gosto de cheirar o  braço e o joelho.

Você é muito esquisito!
- obrigado, tenho várias qualidades.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Parece que nada nunca ta certo,
desde sempre me sinto só,
é como se todo dia eu estivesse ali:
na praia, sentado afastado de todo mundo, longe da fogueira,
enquanto todos conversavam e riam eu estava deitado na areia
chorando.
.
A maioria das noites têm cheiro de água, de areia, a maioria das minhas noites são frias e têm vista para o céu estrelado. É como se eu tivesse a melhor noite do mundo, mas não tivesse com quem compartilhar.
A solidão não é tristeza, solidão é não ter com quem compartilhar a felicidade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Medida do amor

amar como se fosse o primeiro
amar como se fosse o ultimo
amar como se o amor nunca fosse acabar
amar como se a vida não estive existido antes do amor
amar como se não houvesse vida depois do amor
e se o amor acabar, amar de novo e de novo
amar como se fosse o primeiro
amar como se fosse o último